Novo Compacto do MCC: Zambézia define suas prioridades

O novo Compacto do Millennium Challenge Corporation(MCC) que vai ser implementado em Moçambique, tem a Zambézia como seu epicentro, face as várias vicissitudes que esta província enfrenta.

É a partir destas premissas que, as entidades governamentais nesta parcela do país, definiram já o que gostariam de ver implementado dentro deste programa.

Falando numa mesa redonda, havida esta quinta-feira (04), em Quelimane, entre a Comunicação Social e o Embaixador dos Estados Unidos da América, Pio Matos, Governador da Zambézia disse que não haverá sucesso se este programa não priorizar estradas rurais, porque segundo Matos, é aí onde tudo começa.

De acordo com o governador, a província que dirige tem um invejável potencial na área agrícola com imensas terras, um capital humano de “se tirar o chapéu”, mas tem esse problema que é das vias de acesso. Por isso, Pio Matos deixou claro o que gostaria de ver implementado. “Intervir nas estradas da nossa província, seria um grande ganho para o sucesso do programa” – frisou o governante para quem, também é preciso olhar o passado, visto que o anterior compacto do MCC também interveio na área de saneamento do meio na cidade de Quelimane com a construção do sistema de drenagem.

Sobre este assunto de saneamento do meio, o governador quer que se revejam os documentos anteriores do projecto para que se possa dar continuidade, explicando que “só com um bom sistema de saneamento, a população da nossa cidade vai viver melhor”-disse o governador.

Embaixador dos EUA pede colaboração

Intervindo, o Embaixador dos Estados Unidos da América, Dennis Hearne, diz que a escolha da Zambézia não vem ao acaso, porque conforme o embaixador, a província tem um grande potencial em várias áreas, sobretudo na agricultura, por isso, frisou Dennis, o novo compacto do MCC deve ser visto como um programa de todos, desde a sociedade civil, empresários, etc para que ele possa trazer resultados esperados. Mais ainda, o Embaixador explicou que as áreas de intervenção neste novo Compacto devem deixar algum legado, reconhecendo claro, algumas falhas no Compacto passado.

Por outro lado, de acordo ainda com aquele diplomata, todos devem estar envolvidos neste processo que começou já com trabalho de ouvir diversas sensibilidades para depois sintetizar tudo o que for colhido. “Estamos cientes de que este Compacto vai ser um sucesso, mas precisamos de estar todos unidos” – rematou Dennis Hearne. Refira-se que o novo Compacto começa a ser implementado a partir de 2022 e tem Zambézia como seu centro das atenções.

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