Opinião: “Somos soldamos do povo a marchar…enfrente”- hino revolucionário

Alguém se lembra desta letra? Se sim, então termine para provar que de facto conhece, use email: jornaldiariodazambezia@gmail.com

Por vezes parecem coisas pequenas, mas este hino tem a ver comigo e com muitos que no seu dia a dia, tem sido soldados do povo a marchar enfrente. A luta até pode não ser contra a burguesia, mas contra outras frentes como todas formas que impedem a liberdade de expressão e de imprensa entre outros direitos fundamentais que são de lei.

Vem aí o 25 de Setembro, dia da Forças Armadas de Moçambique, momento de jubilo, de bravura e também de celebração. A festa também é nossa porque numa data como esta de 2005, nascia um projecto chamado Diário da Zambézia, naquela sombra à beira da marginal, por isso, a data também nos diz alguma coisa.

Quando nascemos e como qualquer projecto ou pessoa, há sempre quedas durante o processo de crescimento, mas saber levantar, erguer-se e depois dai caminhar é sempre um desafio.

Nós passamos por estas etapas todas. Caímos, levantamos, caímos, levantamos, mas nunca aceitamos que a queda fosse motivo para desistir, por isso, cantamos em coro “somos soldados do povo a marchar enfrente…”, fazendo fé ao hino revolucionário.

Há muitas histórias nesta caminhada e a cada dia 25 de Setembro, lembramo-nos como se fosse ontem. Olhamos o passado e respiramos fundo, porque ultrapassamos muitas etapas até chegar onde chegamos. Aliás, o DZ foi e sempre será uma escola primária onde se aprende o ABC e tem professores maus, chatos, irritantes, etc que não te deixam respirar. Sim, isso mesmo, porque carregamos esses adjectivos, de maus, perseguidores, mas no final, há quem reconhece a tamanha contribuição que fazemos para uma província como Zambézia onde os índices de corrupção, desvios, etc fazem doer o coração.  Uma Zambézia que todos nós almejamos que saia do estágio em que se encontra de dependência, onde quase pouco ou nada de desenvolvimento acontece. E muitos se perguntam murmurando: O que está a acontecer? E como esses murmúrios não resolvem as coisas, estamos aqui nós os soldados do povo, trazendo o debate, as denuncias, os elogios e também as críticas para que possamos caminhar juntos, por isso, queiram ou não, seremos implacáveis e prontos para tudo. Um abraço fraterno a todos aqueles que nos combatem, isto dá-nos força. Enfim… Tempo e Paciência, Não Falei Nada.   

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