Opinião: Os heróis são os mesmos de sempre e a juventude…?

Este é o país que se chama Moçambique, onde muitas vezes a juventude, mesmo que se fale tanto, não entra nas contas de quem tem o poder.

Nos últimos anos, discute-se a questão de heroicidade, ou seja, quem é herói e porquê deve ser herói.

As respostas são escassas, mas quando olhamos a tal história, alguma claro distorcida encontramos sempre os nomes sobejamente conhecidos e são estes nomes que idolatramos todos anos. Esses nomes levam-nos às praças e fazem-nos depositar flores, até inclinamos perante aquela coroa, como estivesse alguém a olhar nos.

Enfim, são os nossos hábitos e costumes, sobretudo o respeito que temos, com os antepassados e outros.

Como disse nas linhas acima, e me parece não ser apenas uma interpretação minha, os heróis que glorificamos são os mesmos desde…

A história ensina-nos muita coisa e cada dia que passa, acredito eu, nascem, fazem-se e esculpem-se novos heróis nesta pérola do indico, cada um à sua maneira e sobretudo na sua área de conhecimento ajudando este país a sair do estágio em que esta.

Temos gente em várias áreas que, bem analisado, podem fazer parte dos heróis deste país, porque também contribuem com alguma coisa.

Porém, sinto que não é esta a visão do país. Quando falamos de heróis, olhamos os mais velhos de sempre, esquecendo que a juventude também está fazendo algo para este país. Para quando valorizaremos os jovens que morreram em Cabo Delgado? Para quando uma homenagem nas praças dos heróis espalhadas por este país, aos jovens magistrados, engenheiros, jornalistas, pedreiros, carpinteiros, motoristas, até vendedores ambulantes que também morreram por uma causa justa neste país? Será que ser reconhecido como herói deve passar necessariamente por pegar armas e lutar contra, sei lá quem, o tal colonialismo que sempre falamos?

É aqui chamado o papel das organizações juvenis como é o caso do Conselho Nacional da Juventude(CNJ) que é tido como interlocutora entre a juventude e o governo.

Queremos um dia destes ir à praça ou ver também declarados heróis alguns jovens destas profissões que me referi ou outras que me esqueci.

Caros companheiros do CNJ, acordem façam valer os instrumentos que possuem, chega de andarem atrelados.

Só para terminar, importa lembrar uma parte do hino nacional que diz “…milhões de braços, uma só força, oh pátria amada, vamos vencer” -sic.

Mas só podemos vencer se haver inclusão na nossa história de outras gerações que também trabalham arduamente para o bem-estar deste país.

Prontos…ainda posso aguardar alguns anos. Tenho ainda Tempo e Paciência. Não Falei Nada.

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