Este Dugongo continua tribalista…

No país não se fala mais nada nos últimos dias, se não a famosa marca de Cimento “Dugongo”. Sim, cimento de construção que na outra margem, portanto, depois do rio Save, está a preço de banana, uma situação que motivou as restantes empresas que estão neste mercado, a redigir uma carta ao ministro da Indústria e Comércio a pedir alguma mão neste negócio.

Dugongo aqui, Dugongo acolá. Aliás, está a vir piada boa, porque muitos de nós começamos a ver que afinal, esse preço de cimento que as demais empresas praticam, pode não ser realístico.

Só que alguma coisa não está a bater certo. Aqui, depois do Save, parece que Dugongo não conhece, porque continuamos sufocados com preços que variam entre os 540 à 600 meticais por cada saco de cimento. Isto nos sufoca, porque o país que construímos e dissemos que “milhões de braços uma só força…” não é este.

Dugongo deve também olhar a nós que vivemos na outra margem, merecemos boas coisas na vida. Antes que haja Dugongo-transportes aéreos, ou sei lá Dungongo-Fast-Food, a Dugongo-Cimentos deve atravessar o Save como fizeram malta Donaldo que saíram de Quelimane à Maputo de patins.

Isto sim, na minha óptica seria o mais justo para um país, que amanhã celebra 46 anos de independência nacional. Todos precisamos de saborear a mais-valia de ter Independência a 46 anos. Sou muito contra de uma parte “Dugongar”, enquanto os restantes estão na rasta a serem mortos com preços elevados de cimento. Essa nossa INAE também que está depois da região do Save, não está a fazer nada mesmo para a Dugongo ter algumas representações nas províncias?

Sexa Presidente, dentro das competências que lhe são incumbidas, faça com que a Dugongo olhe o país como uno e indivisível, porque é isto que a Constituição da República emana. Vou parar por aqui, eu sou daqueles que tenho Tempo e Paciência para esperar. Até lá prefiro “Não Falar Nada”

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