Opinião: É preciso juntar a modernidade com a cultura tradicional

Hoje, na epistola de 20 de Maio, pretendo trazer alguma reflexão em torno da modernidade que as vezes, faz com que esqueçamos a nossa cultura, a nossa tradição.

Trago isto, a propósito de noticias não boas que temos vindo a ter sobre acidentes de viação que ocorrem de forma frequente na estrada Quelimane-Nicoadala, que felizmente vai a reabilitação.

Os números e os relatos são de arrepiar nestes últimos dias. Aliás, só precisa rezar a Deus se quiser andar e chegar ao destino naquele troço. Até parece brincadeira, mas os acidentes, muitos deles que já vimos, ocorrem nas pontes. Pode ser uma imaginação errada da minha parte, mas é coincidência demais.

É do conhecimento que neste processo de reabilitação da estrada, há movimentação de cemitérios, porque a via vai ser alargada e pelo traçado, ela acaba por mexer as almas dos falecidos.

Ao que se sabe também é de que a ANE junto de outras entidades e estruturas, tem vindo a fazer a remoção dos cemitérios, dizem eles seguindo à risca todos procedimentos que são exigidos neste tipo de trabalho. Ora bem, quem sou eu para duvidar.

Mas, vamos lá cair na real e se calhar fazer um paralelismo que até pode não reflectir a realidade.

A transferência de restos mortais, mesmo que seja depois de 100 anos é muito sensível e obriga que se façam cerimónias bastante profundas, porque ao longo daquela via, se calhar as pessoas que são envolvidas nestes trabalhos podem não ter ideia concreta do que significa transferir um cemitério.

Por outro lado, essa coisa de mudança de uma zona para outra, pode iludir quem está a gerir o processo a pensar que aqueles que vivem por ali, conhecem melhor a história do cemitério. Não é bem assim. Quem vive perto da Saudade por exemplo, pode não ter nenhum enti-querido sepultado ali, ele foi viver próximo porque é ali onde conseguiu talhão. Isso acontece nas nossas zonas.  É preciso que as autoridades que gerem esse assunto vejam bem, porque as almas podem estar aí a murmurar e como consequência, nós os vivos pagarmos caro, por isso dizia no inicio que é preciso juntar a modernidade com a nossa cultura, sobretudo o lado tradicional. Prontos…Não Falei Nada.

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