Opinião: Em quase tudo, os jornalistas sempre em último lugar …

É sabido que a vida destes profissionais é de imenso risco devido a exposição a que são sujeitos, sobretudo neste período da Covid-19.

Aliás, não é apenas por causa da pandemia, mas em quase tudo nesta sociedade.

Falar de um jornalista é falar de um militar que vai a guerra e as sua armas resumem-se em bloco de nota, esferográfica, câmara (filmar ou fotográfica), microfone ou gravador, só isso e mais nada.

Em quase todas ocasiões eles até partilham mesmo espaço com a polícia ou soldados que tem colectes provas de bala, mas eles não. Não é por falta de vontade para ter estes equipamentos, há coisas que não chegam para tudo.

Hoje, quero falar desta classe profissional que tem estado também na linha da frente no que tange ao combate a Covid-19.

Os jornalistas desde que começou o processo de vacinação só servem para escrever “arranca hoje o processo de vacinação…cerca de…pessoas serão vacinadas, etc” e no fim ainda tem espaço para apelar a população para o cumprimento rigoroso das medidas da Covid-19.

Há quem pensa que isso é pouco. Quando se olha o Plano Nacional de Vacinação em curso, a classe jornalística nem faz parte destas fases em curso. Portanto, que se lixem os gajos, continuem a divulgar apenas o que estamos a fazer. É essa dor que muitos profissionais carregam, porque tal como agentes da polícia, professores, profissionais de saúde, os jornalistas também são um grupo bastante exposto.

Quantas vezes já vimos em imagens, os jornalistas a procura de obter informação, mas naquele acotovelamento sem o mínimo de distanciamento social? Quantas vezes, os jornalistas são sujeitos a entrar em locais de aglomeração para buscar informação de consumo público? E então, não são eles o grupo prioritário? Afinal como vocês desenharam esse game? A ideia é vacinar os jornalistas só quando tiverem sobra da vacina? Portanto, quando todos vocês dirigentes acharem que já tomaram, vossos familiares também, o que sobrar vai para os escribas. Hehehehehe, isso é mesmo coisa da pátria amada onde eu “Não(posso) Falar Nada.

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