“Interditar cultos foi uma medida mal pensada”- Inusso Ismail

No quadro de respeito às medidas de prevenção da Covid-19 em Moçambique, a interdição de cultos religiosos não deixa os crentes felizes.

Numa entrevista que concedeu recentemente ao Diário da Zambézia, o representante da Comunidade Muçulmana na Zambézia, Inusso Ismail, disse que a decisão de paralisação de cultos presenciais foi mal pensada.

No entendimento de Ismail, as autoridades deviam apenas alertar sobre as possíveis enchentes, ou seja, deveriam obrigar à risca a tomada de medidas tal como ocorre nas escolas, transportes de passageiros ou em outros locais de maior concentração populacional. “Eu acho que foi mal pensado, as igrejas estão em condições de reduzir o número dos crentes ou mesmo podia-se rezar em horários diferentes e não necessariamente cancelar” – lamentou.

Aquele religioso disse ainda que o governo ao reabrir as aulas, devia pensar nas igrejas porque de acordo com ele, o respeito das medidas de prevenção da Covid-19 é responsabilidade de todos moçambicanos. “Por exemplo, o que se vive nos chapa-100, nas instituições de atendimento público, as igrejas podiam também respeitar, quanto o distanciamento e lavagem das mãos” – vincou. Frisou ainda que, os religiosos vão dentro de alguns dias, manter um encontro com o governo local, visando colocar suas preocupações para que o assunto em destaque seja revisto.

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