Opinião: É o poder que queríamos…e agora?

Nos últimos dias, circula nas redes sociais e também em vários círculos de opinião, esse assunto de nomeações e cessações dos Directores dos Serviços Distritais de Saúde, Mulher e Ação Social ao nível da província da Zambézia.

Os famosos “whatspps, facebooks” e por aí foram, andam inundados de informações que as vezes ao invés de nos colocar na alegria, nos entristecem.

Outros, claro de acordo com os seus interesses, partilham documentos, leis, decretos, etc, até aqueles que nunca se interessaram nesta matéria política já publicam e partilham documentos. É mesmo a descentralização e o poder que queríamos.

Este poder que dissemos aos professores(alguns) para encherem urnas, adulterarem números nos editais que alguns não “batiam” certo com os números dos inscritos nos cadernos eleitorais. Conclusão, a oposição foi sacudida e há quem venceu a espera que iria governar na paz. Por falar de paz, vão aqui os meus sentidos pêsames a família do antigo presidente da Comissão Nacional de Eleições(CNE), o Sheik Abdul Carimo que perdeu a vida nesta quarta-feira, vítima de doença. Conheci o Sheik em 2011 aquando das eleições intercalares de Quelimane, deu-nos naquela sala da rádio paz, uma grande aula de moral e nisto retive as seguintes palavras que passo a citar: “Jovens, façamos destas eleições, um verdadeiro momento histórico da democracia deste país que precisa de mudança e, vocês podem ajudar nisto” – fim de citação.  Até Sempre Sheik.

Mas parece que não é bem assim e ainda bem que é tudo da mesma panela, isso dá alegria a uns e leva a reflexão dos que vê a coisa noutra vertente.

A província da Zambézia é campeã nesses assuntos de clivagens ligadas a descentralização. Os episódios são vários e não preciso de relatar aqui para nos cansar os meus leitores e seguidores. Quem conhece os governantes do topo nesta província sabe do que falo, não é segredo.

Assistimos exercícios de vergonha e pior ainda, quando isso é protagonizado por quem deveria ser exemplo. Aqui por baixo, os subalternos mordem-se, criam intrigas, inimizades, só por defesa de interesses dos seus superiores. Mau para uma província como a nossa que ainda está na “muila” em termos de desenvolvimento. O povo não quer saber destas vossas desavenças, basta queremos ser bem servidos, porque é esse poder que queriam e vocês tiveram e agora?

Enfim…são dias tristes mais uma vez que estamos a viver, daqui há pouco vamos ter dois órgãos a conviverem tipo EUA e Rússia.  Quero estar enganado, porque “Não Falei Nada”.

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