OPINIÃO: A podridão da nossa Justiça

No dia 1 de Fevereiro, o país viu o inicio do ano judicial, um momento impar e sublime que os actores do judiciário e muitas vezes com o governo à mesma mesa, sentam e reflectem sobre o lado bom e o mau da justiça e até perspectivam o futuro.

Desta vez, não se sabe por  que carga de água, o país contornou coisas que mexem na verdade com a justiça, apegando-se em crimes ambientais. Note, não que não seja algo relevante, mas hiiiii, haviam mais coisas que deveriam ser afloradas na abertura do ano judicial.

Aqui na banda então como estamos habituados, não fugimos à regra. Sentados ali naquele hotel, um plateia de luxo e um pódio de ter inveja, ouviram-se discursos e até houve espaço para premiações daqueles que dizem ter sido os melhores nos tribunais. Em chuabo diz-se “Zilobo za manhazo”, ou seja “Coisas de vergonha” na língua de Camões.

A nossa província é campeã em corrupção, todos sabemos. Tal como sabemos como são geridos esses assuntos quando vão à justiça. Cauções, liberdades condicionais e julgamentos em dia de “São Nunca”, ou seja, neste último caso até o juiz acordar de bom maré.

Por falar de acordar em bom maré, custa compreender como é que juízes conseguem receber diplomas de honra quando dormem por cima de casos ou aplicam penas banais aos infractores. Isso deveria doer a uma pessoa sã, não só aquele que recebe, mas também aquele que decide dar os tais diplomas.

É disso que o povo não quer. Fica difícil ter uma justiça que só ocorre quando o visado é um pobre, ai sim pode apanhar 30 anos, mas aquele que tem alguma coisa para pagar caução é o tal que anda numa boa.

Os cidadãos esperavam ouvir coisas concretas que mexem com as suas vidas, não madeireiros que depois de alguma simulação de que foram pegues, os contentores desaparecem no recinto portuário como vimos aquele cenário de Pemba.

Aqui na banda, temos coisas grandes senhores da Justiça e vocês sabem. Se esqueceram, eu posso lembrar-vos alguns: Caso Elias, Caso Max-Love, Caso Bondei-Salas de Embarque, também estão ai. Caso INE, também está ai, Caso Alfandegas-Milange, Caso Hotel Zambeze, também está ai, enfim a lista é longa. Essa vossa forma de lançarem areia com crimes ambientais é máfia, todos sabemos que vocês estão amarados. Vocês “vivem” de cauções e mais nada. Alguns tem medo do poder político para dar vazão alguns assuntos, também sabemos. Mas um dia, a verdadeira justiça será feita pelo senhor Deus Omnipotente que está ver essas vossas trafulhices todas. No tal dia, como diz a bíblia vocês vão responder pela maldade que andaram a fazer aqui na terra. Porque não julgar e deixar famílias com lágrimas no coração é pecado. Evitem ir rezar, porque estão aumentar mais os vossos pecados.

Prontos…aos meus amigos magistrados e juízes, vão aqui meus calorosos abraços e que não tenhamos crimes ambientais neste ano. “Não Falei Nada”.

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