Estamos em 2021, acham que será melhor?

Nesta primeira epistola do ano 2021, que está novinho em folha, só podemos analisar juntos como foi a transição do ano, visto que havia muita anciã de ver 2020 terminar, não sei porque, embora reconheça que o ano não foi lá grande coisa.

Por falar de grande coisa, muitos falam da pandemia como fosse o cúmulo de todos nossos fracassos, mas na verdade muitos se socorrem ao Coronavírus para esconderem os seus erros, as suas falhas na planificação como pessoas e assim instituições. Ainda bem que o tal corona não fala, porque se não, iria apontar cada um com as suas falhas.

E então o que se esperamos em 2021? Muitos dizem que vai ser um ano bom, ano de esperança, ou sei lá mais alguma coisa. Ai sim…tudo isso, quem vos disse que 2021 vai ser o tal ano que vamos conseguir o que não conseguimos em 2020?

As vezes há coisas que não cabem na minha cabeça, quando milhares de pessoas embarcam na mesma onda sem antes fazerem uma introspeção para analisar se de facto foi o coronavírus que nos deixou assim ou outra coisa. E se a pandemia não passar, qual será a justificação do nosso fracasso?

Gente, vamos lá fazer outras coisas mas antes de forma honesta temos de olhar o nosso lado fraco sobretudo na planificação, chega de andarmos atrelados em coisas que nós próprios sabemos que não faríamos mesmo sem o surgimento da pandemia.

Certamente que vão me apontar o dedo por causa destas coisas que falei, mas que fazer, a vida é assim mesmo. Não estamos preparados para ouvir o que não gostamos.

O 2021 é um ano igual a qualquer outro, chega de estórias que não constroem um país. Não quero com isso dizer que a pandemia não existe, pelo contrário. O que quero transmitir é de que, não vale pena depositar esperanças num ano que no fim, vamos sair todos com as mãos a cabeça.

Qualquer ano tem feito das suas, mas não deixa de ser ano, claro cada um à sua maneira. Nós temos que aprender a lidar-se com as diversidades que cada ano nos prega, sob pena de procurar culpado, que aliás já tivemos um “o namorado dela”, como cantou aquele irmão de Lugela naquele que se calhar foi o “bit” do período de pico do Estado de Emergência.

Podia trazer tantos exemplos,  mas penso que não dariam para nada. O fundamental nesta minha epistola é não andarmos eufóricos com 2021, façamos o que vínhamos fazendo. Este ano não terá essa coisa que vocês acham. Chega de ilusões, cada um deve fazer a sua parte. Por falar de fazer a sua parte, a minha é esta “Não Falei Nada”

1 Comentário

  1. Tenho dúvidas. Será melhor para quem esteve melhor. Lamento. Com tanto aquecimento global. Gurras no centro e norte. Tréguas por cá por lá. Tenho duvidas de algo melhor. O nosso país nunca viveu nada de melhor. Paz e Bem

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