Quem é o “culupado”?

É a febre do momento. Não há grupo de redes sociais de amigos ou profissionais que o “hit” de Lugela não bate. O culupado

Mas não é disso que quero falar, quer dizer, não quero me “meter” na música do Irmão Mbalua.

Quero sim pegar neste tema do momento para juntos analisarmos no fim, quem é o culupado de tudo isto.

É assim, nos últimos dias, como os males não vem só, circulou uma informação oficial dando conta de pagamento das horas extraordinárias aos professores na província da Zambézia que até, a Procuradoria Geral da República, assegurou estar a seguir atentamente.

Ora, isso não é novo no nosso contexto, basta se lembrarem que a Zambézia é campeã de roubos do dinheiro público. O sector de Educação tem passado por isto mais alguma coisa. Todos sabemos, só que por vezes tentamos fechar olhos e fazer de contas que não há nada.

É aqui então onde a culpa recai sobre nós. Digo nós como cidadãos, aqueles que contribuem com seus impostos para o funcionamento das instituições públicas que ao invés de sermos os zeladores, fazemos um papel contrário de ajudar a roubar.

O cenário que todos discutem actualmente sobre essas tais horas extras que supostamente não existiram, resultam deste modelo de gestão em que aqueles que deveriam ser o exemplo na gestão criteriosa da coisa pública não o fazem. Entram em esquemas para prejudicar o Estado. Acreditem se quiserem, que aqueles valores todos, alguns professores nem sequer receberam. Os que receberam, tiverem de devolver algum para os seus chefes, porque sabiam que não trabalharam e dai, não são merecedores do valor.

No dia que o Estado quiser entrar à sério nisto, vai ver que não é apenas Educação que tem horas “fantasmas”, tal como tem tido professores “fantasmas”. A conexão que há entre os gestores da Zonas de Influência Pedagógicas(ZIP) com altas figuras que gerem dinheiros nas direcções distritais e assim em diante, não são para menos. Diga-se, aquilo é uma “cadeia de valores”, onde antes do dinheiro entrar na conta da escola, já se fazem as contas para onde alguma parte deve ser devolvida.

E então, quem é o culupado? A resposta é clara. A culpa recai em primeira instancia no modelo de gestão, em que basta ser um bom “viva” ficas chefes e mais nada. Os verdadeiros gestores, comprometidos pela causa justa “são o capim alto” que é cortado na hora que tenta mostrar princípios básicos de gestão.

É isto que infelizmente vai dizimando aos poucos o nosso país, onde os bons homens, torna-se inimigos daqueles que adoram fabricar números para ganhar mais. Por isso, não culpem apenas o namorado que é avarento, há muitos culpados que não deixam este país andar como deve ser. Enfim…façam o favor de me deixar escutar o “hit”, porque Não falei Nada.

Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.


*