COVID-19: OMS vai à China investigar, mas Pequim aponta o dedo a Espanha

Esta semana assinalam-se os seis meses da identificação do novo coronavírus por parte das autoridades chinesas, que alegam agora que podem ser apenas um elo na correia de transmissão e defendem que a Organização Mundial de Saúde deve investigar todos os países.

No último dia de 2019, a China reportou à Organização Mundial de Saúde (OMS) a existência de um surto de pneumonia viral de origem desconhecida na cidade de Wuhan, mas foi preciso esperar pelo dia 9 de janeiro para que as autoridades de saúde de Pequim confirmassem que em causa estavam um novo coronavírus. Seis meses depois, a covid-19 já foi detetado em mais de 11 milhões de pessoas e matou mais de 530 mil.

Esta semana, a OMS vai enviar uma equipa para a China para identificar a origem do novo coronavírus, mas Pequim indica que apesar de a investigação começar no país, não significa que tenha sido ali a origem.

“A China é apenas um elo na cadeia de transmissão do vírus e a OMS tem que ir a mais países, como Espanha que relatou a existência do coronavírus em amostras de águas residuais recolhida em março de 2019, para uma investigação mais abrangente da origem do vírus”, escreveu o jornal chinês Global Times (associado ao governo chinês), citando um perito do Primeiro Hospital da Universidade de Pequim, Wang Guangfa, que colaborou com a primeira equipa a OMS enviou para a China em fevereiro.

In DN

Seja o primeiro a comentar

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.


*