Quelimane: não nos alegremos… lembrem-se dos assintomáticos

Continuamos em situação de vulnerabilidade no que tange a COVID-19,  sim, continuamos. Sabemos o que se passa em Nampula, nosso vizinho. Os números são assustadores, mas devemos ser nós aqui na Zambézia a estar em prontidão.

Já vai uma semana desde que Quelimane registou os primeiros dois casos de coronavírus. Todas tardes, quando o ministério de Saúde vem à tona naquelas conferências de imprensa, o coração nos aperta ao ouvir que Zambézia mandou X amostras.

O alivio só vem depois de lerem-se os casos e não constar Zambézia no mapa, ai sim, respiramos. Mas não é um respiro final que nos possa dar tranquilidade, porque lembrem-se dos assintomáticos que um dia podem nos trazer problemas.

Mas enquanto isso, vamos seguindo com as recomendações que nos são dadas, sobretudo o uso de máscaras, distanciamento social, ficar em casa, lavar as mãos com água e sabão, etc.

Sabemos que a nossa vizinhança com Nampula é mesmo à sério e há várias vias de comunicação entre estas duas províncias. Continuamos assustados com o vizinho, porque os números que são veiculados, são de fazer cair lágrimas. Na terça-feira, todos ficamos sem palavras quando foram anunciados os casos positivos.

Temos de unir os esforços para que Zambézia não entre nestes números assustadores. Deixemos a nossa ignorância de lado e olhemos essa pandemia como algo sério.

Compreendo a vaidade das pessoas, mas guardem isso para um dia, porque o momento é de união e cumprimento das medidas. Não quero com isso dizer que não devem sair, porque depois irão me questionar sobre o que comer, quando não for a sair. A ideia é sair, mas cumprindo com as regras.

É preciso travar essa doença que está aqui na nossa cidade e na nossa província e cabe também a nós como cidadãos. Sei que somos capazes, mesmo aqueles que tentam fingir que não há nada que esteja a acontecer, tem noção da perigosidade.

Compreendam que estamos em mais um Estado de Emergência que foi prorrogado, numa clara demonstração que não cumprimos com o que estava estipulado.

Prontos…quero por aqui terminar, na esperança de que não teremos mais casos nesta província. As autoridades de Saúde, por favor façam também o vosso trabalho, a polícia que eduque o cidadão. Não falei nada

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