Meritíssimo: Por favor, nada de caução aos assassinos de Gurúè

Eu não entendo muito bem essa coisa de caução, sobretudo em crimes como aquele do bairro Acordos de Lusaka em Quelimane, ocorrido em Novembro do ano passado, onde a vítima foi uma criança. Aqui, há um acusado, neste caso, um professor que não precisa dizer o nome, mas que infelizmente pagou caução e está em liberdade condicional, uma situação que deixou quase todos de boca aberta.  Mas é assim a Lei nem…

Cerca de 7 meses depois, Zambézia volta a registar mais um caso de crime hediondo, desta feita em Gurúè, onde um tal padrasto em companhia com os seus comparsas, esquartejaram dois menores, por sinal irmãos e abandonaram nas plantações de chá.

As imagens que circularam nas redes sociais e órgãos de informação, são de um autêntico horror, porque não se compreende como é que um suposto padrasto que convivia com aqueles meninos, ainda teve a coragem de os fazer tudo aquilo.

Sabemos que todos estão já em Quelimane e presos, a espera que se apresentem perante o Juiz e ai saberemos o destino.

Mas eu estou preocupado, porque a memória ainda está fresca, num caso idêntico, portanto, este que referi logo na introdução. Caução me preocupa, tal como preocupa qualquer cidadão quando os crimes são como estes de tirar a vida alguém naquelas circunstâncias. Pessoas como aquelas, eu acho que deveriam cumprir lá dentro, embora saibamos que não é possível trazer de volta os meninos, mas seria de bom agrado, todos sabermos que aqueles fulanos estão pelo menos na Cadeia. Mas eu acredito nos magistrados e como também aqueles não tem dinheiro, vão mesmo apodrecer lá e com razão, diferente dos que tem dinheiro.

 É preciso ver onde a Lei se encaixa, porque eu acredito que os juízes tem filhos, se não tem, então tem familiares e isso lhes deve comover também para analisarem bem os casos.

Gente que pega num ser humano igual, esquarteja como de uma carne fosse, o perdão deles não deve ser aceite e ainda bem que não temos pena capital no nosso ordenamento jurídico, porque caso não, quer os de Gurúè assim como aquele professor de Quelimane, por estas alturas, certamente que teriam seguido o caminho dos meninos.

Dói e como dói, olhar tudo aquilo e depois ver gente a passear na rua. Ver famílias que perderam seus filhos para sempre numa angustia que ficará marcada para sempre, mesmo que haja sei lá dinheiro, não poderá trazer os meninos para o convívio familiar.

Por isso, vai aqui um pedido especial aos Magistrados quer do Ministério Público assim do Tribunal, pense antes de tomar qualquer decisão, porque vocês é que tem os instrumentos legais nas vossas mãos e façam os cumprir. Nós outros estaremos aqui observando, mas pedimos que a justiça não seja apenas para os que não tem dinheiro para pagar caução, que seja sim para todos.

Até a próxima, não vejam isso como nada, porque “Não Falei Nada”.

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