30 dias confinados: Que lições aprendemos?

É uma bela coincidência, escrever um artigo como este, num dia em que o país faz 30 dias de Estado de Emergência, resultante da pandemia da Covid-19, que assola o mundo.

O nosso Estado de Emergência iniciou no dia 1 de Abril e até parecia mentira, quando dias antes o Presidente da República, Filipe Nyusi, veio ao público anunciar que entraríamos em Estado de Emergência no dia 1 de Abril. Rimos tanto e alguns pegaram nisso como piada. Houve mentiras em relação a este assunto, mas afinal era à sério mesmo.

Foram 30 dias de confinamento para uns e quiçá 30 dias para liberdade para os outros. Isso varia de pessoa para pessoa, já que há muita gente que acredita nos factos quando vê, prontos.

Mas é preciso dizer que nestes 30 dias, muita coisa mudou de rumo. Deixamos de ser as mesmas pessoas, não pela arrogância, brutalidade ou sei lá, mas pela forma como este vírus nos ensina a sermos mais gente.

Cada um de nós vai fazendo as contas para ver o que ganhou e o que perdeu. Mas certamente há que pegar na balança, pesar e dizer, que ganhamos alguma coisa. Porque muitos de nós estamos vivos ainda, se calhar sem que tenhamos o vírus do famoso coronavírus.

Ora, nem tudo foi um mar de rosas e claro que não seria. Tivemos situações de ranger os dentes quer protagonizadas pelos cidadãos assim como pelas autoridades. Tivemos pessoas que ignoraram totalmente as medidas de prevenção. Algumas delas são as que dizem por exemplo, que as mascaras lhes sufocam. Dizem que quando colocam a máscara ficam com dores de cabeça, então melhor não usar. Ainda continuamos a ver pessoas bastante informadas em bebedeiras, já que a moda é pegar o álcool em Take Away, colocar nos colmans e já está… Vimos também restaurantes a vender álcool, mesmo sabendo que é violação da Lei.

Vimos ainda, a Polícia a fazer das suas, como que estivessem a espera deste período para violar as Liberdades das Pessoas. Bateram, dispararam, enfim, mostraram que eles quando tem arma são tudo. Só que esqueceram-se que também são cidadãos. Neste período estes mesmos agentes, depois de tirar a farda que representa o Estado nos Mercados depois das 17 horas. Agentes sem mascaras, enfim.

Nos 30 dias, vimos uma Inspeção das Actividades Económicas(INAE), agindo de forma parcial, o que deploramos bastante. Fecharam algumas barracas dos cidadãos que não tem voz e deixaram outras. Isso, não é segredo é visível.

Em suma, tudo isso leva-nos a uma reflexão bastante seria quando um país decreta um Estado de Emergência. Certamente que nunca tivemos situações destas, mas acredito que aprendemos com os nossos erros, com a nossa teimosia e também com o nosso uso exagerado de força. Prontos, que venham mais dias de Estado de Emergência que certamente essa noite iremos saber na voz do Alto Magistrado da Nação. Um abraço…”Não Falei Nada”

 

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